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1. Qual seu nome, sua idade e onde você nasceu? Como você é conhecido (“nick”)?

Meu nome é Carlos Eduardo Café, sou conhecido como Café. Tenho 46 anos e nasci no Rio de Janeiro.

 

2. Com que idade você iniciou no plastimodelismo?

Não sei a idade exata, mas foi por volta de meus 8 anos de idade. Parei durante alguns anos e voltei por volta dos 30 anos de idade.

 

3. O que e quem o levou a montar kits?

Não me lembro exatamente, mas a motivação primordial era montar aquele objeto que estava em partes, dar-lhe forma. E, na época, montá-lo o mais rápido possível!

 

4. Qual foi seu primeiro kit? Você se lembra quando foi, a marca e a escala?

Deve ter sido algum avião em escala 1/72, provavelmente da Revell brasileira.

 

5. Hoje em dia, o que monta?

Militaria 2º Guerra Mundial escala 1/35, principalmente blindados em Dioramas.

 

6. Como você escolhe o que montar?

Normalmente o que me motiva é o modelo representar um veículo que teve certo relevo no conflito, ou num evento histórico importante. Ou, às vezes, ser um ótimo kit.

 

7. Onde prefere comprar seus modelos?

Onde tiver! O que vem acontecendo progressivamente é a migração para as compras pela internet, em lojas no exterior, pois as lojas daqui do Brasil não vêm acompanhando a evolução do Hobby.

 

8. Como você procura aperfeiçoar suas habilidades? Você tem algum “ídolo” no plastimodelismo?

Quando comecei a me interessar a fazer dioramas tinha François Verlinden como meu ídolo. Depois conheci vários outros grandes modelistas, cada um tem algo importante a acrescentar.
Procuro desenvolver minhas habilidades vendo e analisando os trabalhos de outros bons modelistas, mostrando meus trabalhos e ouvindo comentários pertinentes. Vejo fotos e leio sobre vários trabalhos no site Missing Links. Dioramas é um campo muito vasto que envolve uma gama enorme de técnicas e materiais, sempre que preciso e disponho de tempo experimento novas técnicas e materiais. É sempre bom trocar idéias com outros modelistas.

 

9. Que fontes de informações que você usa quando vai iniciar um modelo?

Livros de referência e referências na internet. Mas a minha fonte predileta é o livro, o melhor é ficar olhando para a foto impressa enquanto se está fazendo um detalhamento ou pintando um uniforme. Prefiro o computador para textos.

 

10. Que tipo de tintas você usa?

Tamiya (acrílica), Testors (acrílica e esmalte), Humbrol (esmalte), Revell (esmalte) e Acrilex (acrílica). Para pintar terrenos tenho experimentado tintas Látex.

 

11. E que tipo de cola?

Cimento para plástico Testors, cola líquida, cola cianoacrilato (Tekbond) e cola branca.

 

12. Você teria um projeto ou um sonho ligado ao plastimodelismo que ainda não conseguiu realizar? Qual seria?

Ter mais tempo para fazer dioramas. Ter mais espaço para uma espécie de atelier.

 

13. O que gostaria de ver em forma de kit (ou montado)?

Veículos e figuras “aliados”. O mercado favorece desproporcionalmente os veículos e figuras alemães.

 

14. Qual foi seu maior sucesso (ou sua maior vitória) no plastimodelismo? Algo que tenha sido uma conquista, algo difícil de se conseguir, ou que lhe deu o maior prazer.

Ter conseguido fazer meu primeiro “bom diorama”.

 

15. Qual sua maior “trapalhada”?

Já tive dois graves problemas com a confecção de rios usando resina de poliéster. Me deram muita dor de cabeça.

 

16. Qual a maior dificuldade ou o modelo mais difícil que você já enfrentou?

Acho que foi a conversão de um Sdkfz 232 em um 263 para um diorama representando a travessia do rio Mosa, na França 1940.

 

17. Você teria alguma técnica ou material que vc acha que lhe ajuda muito na montagem de um modelo?

Eu destacaria três ferramentas importantes: minha faca X-acto, meu “dremel” e minha lente de aumento iluminada.

 

18. O que (ou que etapa) de um modelo você mais gosta de fazer, e por quê?

Pintura e desgaste. O modelo “ganha vida” começa a se parecer com o objeto real.

 

19. O que (ou que etapa) de um modelo você menos gosta de fazer, e por que?

Montar o sistema de rodagem dos tanques principalmente, esteiras Link by link. Demora muito, parece que o trabalho não rende. Mas não se pode “fazer omelete sem quebrar os ovos.”

 

20. Você teria alguma dica para os modelistas iniciantes ou veteranos?

Observação e paciência. Estar sempre com o  “olho afiado”. A observação é o maior impulso que se pode ter para crescer na atividade. Se você percebe o que há para ser conquistado, com paciência e aplicação acaba chegando lá.

 

21.  Há alguma estória curiosa, relacionada ao plasti, que você gostaria de contar?

Não me lembro de nada muito interessante.

 

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