1. Qual seu nome, sua idade e onde vc nasceu?
Roberto Sisca, nasci em São Paulo, na Vila Mangalot, Lapa
2. Com que idade vc iniciou no plastimodelismo?
10 anos
3. O que e quem o levou a montar kits?
Eu comecei a montar kits depois de ter visto um num armazém e achei interessante.
4. Qual foi seu primeiro kit? Vc se lembra quando foi, a marca e a escala?
Foi um S-11 1/50(?) da Atma (N.R. Fábrica nacional de brinquedos, já extinta)
5. Hoje em dia, o que vc monta?
Atualmente aviação moderna ou WW2 1/32, 1/48 e 1/72 grandes tipo B-52
6. Como vc escolhe o que montar?
Pelo avião em si. Se eu gosto do avião eu compro o kit.
7. Onde vc prefere comprar seus modelos?
Na China (são mais baratos) ou de terceiros, como na WK
8. Onde vc se espelha para aperfeiçoar suas habilidades? Vc tem algum “ídolo” no plastimodelismo?
Atualmente pela Web encontramos inúmeros modelistas que montam verdadeiras obras de arte. Não tenho nenhum ídolo em particular mas tento aprender com os outros modelistas sempre que possível.
9. Vc poderia citar fontes de informações que vc usa quando vai iniciar um modelo?
Livros (In Action), revistas (Fine Scale Modeler), etc.
10. Que tipo de tintas vc usa?
As mais variadas, principalmente acrilica automotiva e esmalte sintético à base d’água.
11. Que tipo de cola vc usa?
Diclorometane (N.R.: Cloreto de Metileno), simples; superbonder e monômero de Estireno.
12. Vc teria um projeto ou um sonho ligado ao plastimodelismo que ainda não conseguiu realizar? Qual seria?
Gostaria de conseguir um espaço em que pudesse expor meus modelos, coisa que ainda não consegui.
13. O que vc gostaria de ver em forma de kit (ou montado)?
Aviões da WW2 na escala 1/24: P-40, P-38, Mosquito, etc.
14. Qual foi seu maior sucesso (ou sua maior vitória) no plasti? Algo que tenha sido uma conquista, algo difícil de se conseguir, ou que lhe deu o maior prazer.
Conseguir montar modelos para as principais lojas de modelismo de São Paulo. Eu montava os modelos que eram expostos nas vitrines da Aerobrás e Mobral. Isso me deu muito prazer, orgulho e satisfação por muito tempo.
15. Qual sua maior “trapalhada” no plasti?
O caso da tinta alumínio que explodiu. (N.R. narrado mais abaixo)
16. Qual a maior dificuldade ou o modelo mais difícil que vc já enfrentou?
Montar a primeira B-1B da Revell na escala 1/48.
17. Vc teria alguma técnica ou material que vc acha que lhe ajuda muito na
montagem de um modelo?
As técnicas que uso são simples, o que todos usam. Em questão de materiais tento sempre que possível usar produtos nacionais para não depender de importações. Um dos materiais é a massa tipo putty que eu uso da PPG que, embora sendo importada, tem um custo beneficio muito bom. O tubo tem 200g e tem uma qualidade muito boa e pode ser encontrada com facilidade em lojas de tintas automotivas.
18. O que (ou que etapa) de um modelo vc mais gosta de fazer, e por que?
A etapa mais prazerosa é a de começo da montagem fazendo interior, fechando
as metades, detalhando motores.
19. O que (ou que etapa) de um modelo vc menos gosta de fazer, e por que?
Eu acho o mais chato a parte final, a de aplicar verniz, pois se não tiver cuidado pode estragar todo o seu trabalho na ultima fase.
20. Vc teria alguma dica para os modelistas iniciantes ou veteranos?
Paciência é primordial. Se tentarmos montar um modelo sem paciência realmente não dá certo.
21. Há alguma estória curiosa, relacionada ao plasti, que vc gostaria de contar?
Tenho muitas e muito curiosas, mas o espaço aqui seria pouco para tantas peripécias. Só relatando uma, que não foi episódio e sim uma catástrofe...
Na época eu procurava uma tinta prata ou cromada que desse um bom resultado e surgiu no mercado uma tinta em spray (não lembro o nome) que se propunha a tal, e prometia deixar as peças pintadas com a aparência de cromada. Comprei a tinta, perfurei a lata para tirar o propelente, tirei da lata e coloquei em um vidro de Nescafé de 200g, e a tinta decantou separando o pigmento do veiculo. Até aí, sem problemas.
Na época eu tinha um gato siamês que sempre ficava comigo quando montava meus modelos, deitado aos meus pés ou no meu colo....coisa de gato.
Fui pintar uma peça de prata e peguei o pote de Nescafé é comecei a agitar para misturar o pigmento e.......cabum!.....a tinta ainda tinha gás e o pote explodiu na minha mão, voando tinta para todo o lado!
Resultado: o kit não ficou cromado, mas eu, minha roupa, parede, mesa, peças de outros kits e principalmente o gato ficaram cromados...
Minha esposa ri até hoje quando lembra de me ver deitado no chão do quarto pegando o gato e depois dando banho no bichinho à uma da manhã.....e o gato berrando feito um desesperado...
O gato ficou bom, mas nunca mais entrou na minha oficina...porquê será????
© Copyright 2010, Grupo GPC®. direitos reservados
Produzido por Dinamicsite